sábado, 28 de julho de 2018

A procura de Crianças bruxas – Outros casos – Parte V

Crianças bruxas podem ser encontradas para além da ficção na África moderna. Em Luanda, entrevistamos várias pessoas que nos pediram sigilo absoluto em relação a esta questão. 

Os versados no assunto explicam que as crianças bruxas são fantoches e amuletos de uma organização criminosa que usam da crendice popular para realizar crimes e saírem impunes, mas isso está longe de ser imaginação.

  Primeira entrevista – Srº Joseph – Bruxaria Grupal 

Como crianças bruxas podem ser creditadas e encontradas em todo o continente, em Luanda em especial, teremos bastante informação sobre o assunto. O que relataremos não é apenas crendice, mas histórias reais e criminosas.

Caso Adelina  - Dia 04.01.12 

(o depoimento foi preservado na ortografia de Portugal, conforme os relatos originais, sendo apenas uma das partes narradas neste espaço, contudo, suas verdadeiras identidades foram preservadas. Todos os nomes próprios são fictícios)
           
            “Certa indivíduo de codinome Estêvão, apanhou nas pernas e por isso teve dores. Ornezio, apanhou nas mãos e por isso esteve a bater nas pessoas, para aliviar as dores, e queriam tirar-lhes a inteligência.
Adelina tem setenta anos de idade, o Valente cem anos de idade, o Malungu duzentos anos de idade, a Engrácia dez anos de idade, o Nelson setenta anos de idade, a Chimene trinta e seis anos de idade e a Fina sessenta anos de idade.
            O Nelson é o esposo da Graça, por isso ela parece ser burra, eles têm dois filhos: o rapaz o nome dele é Valente e a menina é Fina. Eles querem matar a Graça, porque é rabugenta.
            O Malungu é o esposo da Fina e têm cinco filhas com nomes de Adelina, Graça, Chimene, Fina e Nené.
            A Chimene entrou no grupo desde o ano de dois mil e seis, ela tem trinta e seis anos de idade e o seu esposo é o Lukulu o filho do Malungu, tem oitenta anos de idade e têm seis filhos: os rapazes chamam-se de Malungu, Valente e Nelson e as raparigas de Adelina, Fina e Engrácia.
            Os Cem Kwanzas que tinhas oferecido-me, estes da nossa maneira, conseguimos de subtrair da sua conta bancária quatrocentos mil kwanzas.
            Bateram o Estêvão e o Ornezio, porque o Estêvão é rabugento e o Ornezio é calmo. O Malungu está a vigiar a casa da mana Ruth. Ele e o Valente ontem, entraram na casa do mano João e mexeram no computador, o queriam levar, mas não o conseguiram. O seu número da Conta Bancária, acharam-na ao basculhar os papéis no BPC Central através do seu nome.
            O Malungu e o Valente têm contas no Banco BIC, Adelina no Banco Sol.
            O quartel-general deles está no quintal da avó Nsimba, na parede que o Valente escreveu Vavax, este é o nome dele naquele mundo e o Malungu, é o rei, chama-se Buque.
            A areia que está em todo o quintal serve de obstáculo, e onde está escrito vavax é o nosso quartel-general e é um beco “sem saída” - este nome escreveu através do seu sangue.
            No momento que estiveram a vir para cá, quando escapou de ser atropelado, foi o Valente que a empurrou. E ele é o abraço direito do Malungu.
            A vontade deles era de espalhar em todo este quintal o arroz, que serviria como gás. O plano deles para com o mano João e a sua família é de não trabalharem e faltar-lhes a comida.
            Eu sou a rainha do grupo, na minha vagina meteram-na um pó branco para que nesse mundo não tenha filhos, e por isso de lá sai um líquido que humedece a roupa interior. Todas as moças que estão lá meteram-nas um pó branco nas suas vaginas, para que não tenham filhos neste mundo”.

                                                                              [...]

Esses relatos foram colhidos pessoalmente por mim, no dia 22 de julho de 2013, em um saguão de um hotel e, Luanda, quando recebi o srº Joseph para um café e essa entrevista. Contaram-me que era um especialista em bruxos e estava a produzir um manifesto sobre bruxaria em Angola.
Segundo Ataque Bruxo no Campo Luanda

Foi uma conversa de quase duas horas, e ele me entregou dois dossiês, contendo dados de seu manifesta que estava na página 39, sendo que apenas 32 escritas em português. O outro documento continha dados de pessoas ligadas a política local, porém sem serem corroborados.  
Em um dos ataques noturnos, esta documentação foi roubada. Salvo uma cópia que havia guardado na nuvem. O relato descrito neste artigo é autentico, e ao me apresentar o documento, Joseph, procurou me impressionar com sua crença e competência sobre o assunto.

Confesso que para mim, por mais sagaz que fosse meu informante, toda essa descrição soava como fantástica. O respeito que ele mostrava pelo mundo espiritual e sua organização me assustava. Tudo era muito novo.

De um lado minhas suspeitas referentes ao abuso das crianças, por outro, detalhes acerca de uma organização secreta muito bem estruturada e organizada criminalmente no plano astral? Nossa! Era muito pra mim, mas eu precisa abrir o coração. Não chegaria a lugar nenhum com senso crítico ocidental. Ainda mais cristão!!!!

Em certo momento, agradeci-lhe toda a confiança e lhe perguntei o porque de me entregar toda aquela documentação. Ele me disse: Você não é uma pessoa qualquer. Não atravessaria o oceano para vir até aqui só por mera curiosidade! Você tem uma missão e no tempo certo você entenderá. Eu confio em você para isso!

Nos despedimos e marquei um novo almoço. Queria oferecer-lhe como gratidão um almoço bem brasileiro. Mas deu russo mesmo, rs.





Na data marcada, no flat, reunida com grupo um grupo de pesquisadores e pastores, fiz um strogonoff de “vaca” comprada la no Keto, que acabou com o restante de minhas economias. Deveria ter aceitado o macaco de oferta. Mas valeu a apena!!!! Recebi mais informações sobre o que chamarei de segunda entrevista.









Segunda entrevista – Joseph, Nana, Leio, Gina – Bruxaria Organizada - O Lugar das crianças bruxas

Kiambotè Kieno! (Saudação Bakongo)

Assim começamos nosso almoço, com saudação em Kikongo! O momento foi bem descontraído e desconfiado. Nossos amigos Joseph, Nana, Gina, todos africanos estavam assustados com o strogonoff. Foi muito engraçado as caras e bocas. Mas foi bem interessante os dados sobre as crianças bruxas e seu lugar de atuação.

Primeiro Caso – Maria (adolescente)

Irmão Joseph iniciou a explicação com um desenho:

  
Ele explicou que tudo começa no mundo astral” - Disse ele. Para você entender os bruxos, sejam crianças ou dominadores, você precisa entender o astral:

            “Minha sobrinha Maria, veio do Congo para Luanda com dez anos. Seus avós maternos são grandes feiticeiros. São bacongos e passam o poder pela linhagem matriarcal. Como passavam por inúmeras dificuldades, precisavam de dinheiro para o sustento. Como aldeões não utilizavam moedas, e ao chegar na cidade, tiveram que dar jeitinho. Como pessoas sagradas, não executavam oficios braçais, e apenas através de seus poderes alcançariam seus objetivos. Mas com as novas leis penais, precisavam despistar.
            Desde pequena Maria foi treinada à projeção. Aprendera a voar ainda muito pequena. Seu instrumento era o palito de fósforo.
            A origem de seu poder foi a partir da iniciação realizada pelo seu tio-avô. Maria era ‘levada para o plano astral’ por ele, e lá eles se encontravam para terem relação sexual. Ele lhe dava uma espécie de ‘pó preto’ para cegar os familiares na hora do coito.
            O tio a influenciava e manipulava a roubar – explicou que os bruxos não trabalham – usam ‘cavalos’ para conseguir seus bens.
            O tio-avô fertilizou-a com um ‘pó branco’ na vagina para que ela não procriasse no mundo físico, apenas no etéreo. Contou que saia um líquido branco de sua vagina que podia ser observado através da vestimenta.
            No mundo astral, maria tinha dois filhos. Ela ainda consumia carne e sangue humanos.”                                    
Desenho e rabiscos de Joseph - Julho 2013
By Chris Viana

O tio-avô de Maria era o bruxo cabeça. Ele se apossou do poder, matando um bruxo anterior em sua família. Se incomodava com o avô de Maria, a saber, seu pai, e desejava sua “morte” por ele ter um força espiritual rival a dele. Dizia que, como evangélico, ele atrapalhava seus planos.

Mesmo usando Maria, não conseguiu atingir o pai.  Para se vingar, aprisionou a irmã mais nova, e somente a liberou ao atingir o pai. O aprisionamento da menina no mundo espiritual, repercutiu no mundo físico. (imagem mordida)

Se utilizaram de uma ratazana para chupar o sangue da menina. Isso se deu dos quatro aos 12 anos, a porta de entrada foram balas, um vício por balas. Hoje ela se encontra em tratamento. E considerada liberta. Tem 17 anos.

Segundo Caso – Os irmãos

Gina, ao tomar a palavra nos contou que em sua aldeia, haviam grupo organizados que se encontravam periodicamente no mundo “espiritual”. Contou que o líder era o mais velho do grupo e que este influenciava diretamente os mais novos.

No grupo a qual pertenceu alguns dos seus, o mais velho tinha cerca de 25 anos. Contou que um ataque foi planejado para uma moça de 15 para 16 anos. Vamos denominá-la Graça. Através de impinges passaram a controlar a moça e se comunicarem. Esse lider se chamava Valente.

Graça

“Na Igreja (IEBA Rocha Pinto) sonhei com o mano Valente, no dia da vigília de passagem do ano de dois mil e onze à dois mil e doze, isto é, de trinta e um de Dezembro de dois mil e onze à um de Janeiro de dois mil e doze, no momento de descanso, mandou-me matar o bebé da mana Ruth.

No Uige tinha comido feijão com Adelina, quando a mãe tinha ido ao povo. Já sai com ela e fomos na casa da avó Nita. No momento de oração, o mano Valente, fica em forma de pomba e de gato, costuma a bater-me e fico a dormir.

Ele cortou-me o cabelo no meio da cabeça. Adelina disse-me que, estão a observar tudo através da cara do mano Valente. Ela voa.

Mano Valente é que matou avó Nita, ele também que partiu a perna de avó Nsimba. Ele entra na casa da mana Ruth através do teto. Adelina tem avião. Mano Valente observa tudo que estamos a fazer através do meu cabelo.

Ele ontem foi na casa da mana Ruth, mandou-me roubar o dinheiro e quer matar os bebés da mana Clementina e da mana Ruth. O Valente quer que, eu entregue o pai. A

Graça entrou no grupo com o comer do arroz com feijão e peixe, isto confirma as palavras dela, do dia de ontem. Ele já nos levou por dez vezes numa casa que está cheia de capim e esqueletos.     
                                                                                                                   
Ele é que matou avó Nita, bate-lhe com as folhas e pôs ratos na casa dela, também é que partiu a perna da avó Nsimba. Ele quer que, a mana Ruth não tenha filho, a mana Clementina divorcie-se com o mano Garcia, e quer matar a mãe Cristina, porque os filhos dela não estão aceitar sair com ele. Também é que colocou mbasu na mãe.

Assim que estamos a conversar, mano Joseph e mana Gina, o Valente disse-me de que, se a mãe Teresa viajar, acontecer-lhe-á alguma coisa.

Uma vez no Uige, mandou-me tirar as chaves da porta de casa da vizinha, as entreguei e deitou-as na pia. Aqui em Luanda não quer que, a mana Anastácia dê confiança na avó Nsimba. 

Eu entrei naquele mundo em dois mil e seis, o Valente fez-me de sua mulher por dezassete vezes. Antes de irmos para o Uige, sonhei de ter dez filhos com ele, e também tinha me levado num lugar, e me tinha dito para ajoelhar, eu o fiz diante dele, e havia mais um homem e que depois disto me amarraram, bateram-me.

Eu confirmo que, o Valente está com a toca da mana Ruth, e também para ela não ser feliz com o mano José, o seu esposo. Ele é que mandou-me para dar sumo e banana ao Bleúcio, para cobrar-lhe mais tarde a mana Clementina e a bebé.

O Nelson, o filho da mãe Cristina também faz parte do grupo. Eu por ordem do Valente, tinha posto pilha na moto do tio Necas, este como bomba e que o tinha levado a morte, e este está nas mãos do rei.

O Valente é que tinha queimado com o petróleo o cabelo da Guida a meia-irmã da mana Ruth, da parte de pai, também é que tinha posto o fogo no quarto da mana Clementina e aquela doença que estava para a levar a morte.

Ele é que matou a avó Senga. Amarrou os negócios da mãe Teresa lá no Uige, por ter nos deixado mil kwanzas para o almoço.

O Valente é General, tem dezasseis guardas e voa nos seus próprios dedos, usa garfos, colheres como aviões, pregos como helicópteros e palitos de fósforos como carros.

Puxou-me naquele mundo em dois mil e dois e fez-me como sua esposa desde dois mil e três e tive com ele doze filhos, que têm os nomes de alguns dos mortos que já vitimamos, como Necas, etc. E fez-me com que, eu não soubesse ler nem escrever.

Ele matou a mãe Nkumba, a irmã do tio Manzambi. Amarrou a perna da mãe Cristina. Também deu ao tio Laurindo o vício de beber, para não progredir na vida.
Naquela tarde, ele é que tinha colocado a pilha na moto que vitimou o tio Necas.

Meteu um espírito de burrice no Bleúcio, para que não seja inteligente na escola e peça esmolas. Rebentaram o chinelo do Bleúcio. Bateram-no com as folhas de mandioqueira e cortaram o seu bikini, a metade foi levada ao rei. 

A bola de meia que eu uso para voos, está atrás da arca estragada, que está no quintal da avó. E já matei dois homens mais velhos no Uige.

O Valente tem quarenta e dois demónios como seus guardas e é general do exército. Ele é que bateu na perna da mãe Cristina, para ficar torta, e no WC da casa dela, o rei pôs lá o pó da pilha. Quando o rei veio à Luanda, era para paralisar avó Nsimba com trombose.

O Nelson e a Chimene fazem parte do grupo, o rapaz já voa e a rapariga está amarrada na mandioqueira. A nossa casa é no Uige. A Fina é do grupo, o Valente está a pedir-lhe a mãe Senga, o mano Paulo e o tio Sedó.

Na casa da avó Nsimba, no quintal e no WC, deitaram areia, com o objectivo de os inquilinos não falassem mais com avó. A vontade deles é de matar a Graça por ser rabugenta, e colocaram fios eléctricos no corpo dela, para ficar burra, mas já foi desamarrada do pau.

O tio Laurindo meteram-lhe praga para não trabalhar, também o desejo deles é do papa Jaime não progredir na vida. Eu  (Adelina) sou brigadeira e tenho trinta demônios como guardas.

O Estêvão e o Ornezio estavam amarrados lá no nosso mundo, mas já estão libertos. Tínhamos dado bolo ao Estêvão, com isto, poderíamos pedir-lhe a mana Nanda. Estes dias estiveram assustar muito, pois não estiveram a gostar de comer bolachas. Também demos-lhes samba pitos.

A mana Clementina, para não comer bem, metemos lêndeas nas bolachas, e para não andar bem, pusemos nas suas chinelas folhas de ginguba. Os gatos que aparecem aqui no quintal, são eles.

No cortar dos nossos cabelos, foram libertos as mães Tete e a Cristina, as manas Clementina, Ruth e o Paulo, também o Bleúcio, Estêvão e o Ornezio, e o dinheiro do mano João. Nós amarramos o teu dinheiro através daqueles cem kwanzas, que tinhas me dado.

Um dia destes a noite, da nossa maneira batemos na porta da casa do mano Garcia, naquilo o Bleúcio é que tinha abrido a porta, o Valente aproveitou leva-lo. Um dos sintomas que uma pessoa amarrada sente é o arrepio.

O Estêvão e o Ornezio estiveram abater-lhes com uma mangueira, e queriam tirar-lhes a inteligência. O Valente, o seu rei é o tio Malungu. Este é que deu o feitiço na família. Os gatos que estão a circular neste lugar são: o Malungu, o Valente e o Nelson, eles estão na casa do Valente na rua principal do quintalão.

Nós fizemos mutação em ratos, baratas para chupar sangue das pessoas, também ficamos em todo tipo de animais. Comemos a carne das pessoas e o sangue serve como vinho”. 
  
                                                                          [...] 

Todas essas narrativas parecem a primeira vista exagerada e inverossímil. Mas ao conhecer mais de perto cada um deles, percebemos o quanto acreditam nesse relato e ratificam os mesmos através de provas. Seria quase que uma infração negar essas narrativas.

No primeiro caso, percebemos que o tio-avô tem comportamento, à nível ocidental pelo menos, bastante perverso. Tentar procriar através do incesto com a irmã e sobrinha uma prole de “bruxos” para aumentar sua prole, soa-nos quase como insano.  

Mas nas crenças de origem matriarcais, ele pode ser o procriador e o incesto não é tabu. As tias iniciam nos bakongos sua vida sexual. Os tios-avós escolhidos, podem sim se tornar procriadores no mundo físico e espiritual, segundo a crença desses povos.

No caso do tio-avô ele fora procriado no espiritual e precisava então se manifestar no físico através de sua  descendência. Qualquer rivalidade lhe diminuiria ou tiraria o poder, logo ele precisava ou  “fechar a madre” (esterilidade) ou assassinar os rivais.
Lembramos de caim e Abel, no contexto bíblico. Era bastante comum encontrar caos de incesto em povos primitivos e a mãe perpetuar a espécie coabitando com próprios filhos. Como “Eva somente teve filhos homens, precisou coabitar com os mesmo”, conta alguns tratados de origem apócrifa[1].

A crença que a mulher estéril era amaldiçoada é comum em países africanos até hoje. As relações de poder são marcadas pela prole fértil de uma matriarca. Como muitas comunas são ainda politeísta, o uso da bruxaria é intenso nessa relação de poder.
Mbanza-kôngo - Arvore Sagrada - Morada Bruxo

Em nossa viagem , conhecemos de perto a depressão e inclusive abandono de mulheres, sem contar rejeição da comunidade por não procriarem. Muitos bruxos são contratados para vingança ou causar esterilidade para que uma tenha poder e herança sobre a outra.

No próximo artigo, falaremos um pouquinho sobre essa construção familiar.

Espero que fiquem conosco.

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Com vocês, sempre.

Chris Viana





[1]
        Vide: Livro de Enoque e Urântia. “Descendência Abel e Caim”.

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